Guxtaw Uyräsu

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domingo, 28 de março de 2021

Tapejara para os tupis

O Tapejara ("dono/senhor dos caminhos) é a Rosa dos Ventos para os povos de tronco tupi-guarani indica as direções onde 4 espíritos moravam. cada uma recebe o nome de Wambá [wâ-mbá = morada]. Em essência, os espíritos são amorfos (não possuem forma) e podem aparecer transformados em qualquer coisa. Mas em determinadas épocas do ano, costuma aparecer sob uma forma específica.

Mair - O espírito primordial e criador - Ele criou o mundo em 7 dias e após isso, foi morar no Norte. Ele aparece sob a forma de uma tartaruga ou um jaboti de cor verde-lodo (Jaboti pembi) durante o inverno (início do período de estiagem: Junho). Assim ele observa os atos das pessoas com relação à natureza e âs outras pessoas. É também nesse período que ele agracia as pessoas com boas colheitas. Por considerar-se o nome Mair sagrado demais para ser pronunciado à toa, ele é normalmente chamado de Janderu (nosso pai) ou Jandejara (nosso Senhor) - Nhanderu ou Nhandejara na versão Gwarany.

Jakairá - O espírito da neblina, da fumaça e também do fogo - Foi criado por Mair para morar no Oeste e durante a primavera (que começa em Setembro) aparece sob a forma de uma onça suçuarana branca (Jagwatinga). Quando zangado pelos atos das pessoas, costuma se transformar em fogo que consome florestas inteiras a fim de chegar às casas e dar alguma lição às pessoas para elas refletirem sobre o que estão fazendo de errado e repensarem seus atos.

Yamandu - É o espírito da luz - Ele é o filho mais amado de Mair e mora ao Sul. É durante o verão (que se inicia em Dezembro) que ele aparece sob a forma de um pássaro vermelho (uyrá pytanga) acalmando a ira de Jakairá por entender que as pessoas já se arrependeram e começa a trazer chuvas para aliviar a estigem.

Tupan - Espírito da chuva e do trovão - Ele é a contraparte de Jakairá e igualmente intolerante, por muitas vezes impiedoso.
Quando tranquilo, ele traz chuvas calmas. Mas quando zangado por causa das atitudes erradas das pessoas, ele lança tempestades sobre o mundo. É durante o outono (que começa em Março) que ele raramente aparece sob a forma de uma iguana azul (ygwanobi).

Para os guarani, há variação de nomes, direções e conceitos dos 4 espíritos direcionais pois além da separação geográfica que moldou cada cultura, a influência dos Jesuítas também colaborou para a inseminação do conceito cristão onde Claramente Mair é Deus e Yamandu é Jesus. Vale ressaltar que o nome Manoel na versão tupy-gwarany é MANDU.

sábado, 9 de maio de 2015

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Origem do Diabo

Uma coisa é certa. Todo o tipo de crença em símbolos da maneira que vemos hoje foi (nada mais, nada menos) criado pela igreja medieval.
Por exemplo: A forma do diabo... Você não acha mesmo que na religião anterior ao cristianismo, o judaísmo, o Diabo era vermelho com chifres e rabo pontudo e um tridente?
A história do Diabo
Essa idéia surgiu a partir de uma junção entre várias lendas.

1ª - famoso Sátiro. Personagem da mitologia grega que representa a libidinagem, o homem tarado metade bode que persegue as virgens sagradas (Ninfas).
Então, na idade média, devido ao contato com a cultura grega (por parte dos poetas, cancioneiros e outros apaixonados bestas)
Sátiro. Era um Fauno, metade homem, metade animal. Tarado toooodo

2ª - A lenda de lúcifer. o conto original se refere à criação de seres feitos de fumaça e vento chamados de "Jini" (Gênios da lâmpadas) pelos povos beduínos da cultura pré-islâmica. Eles acreditavam que as tempestades de areia, por exemplo, eram manifestações de entidades malignas. Posteriormente, essa lenda ganhou profundidade quando tentaram explicar a origem desses seres, Nasceu a explicação que foi Deus quem os criou antes do Homem. Lúcifer foi o primeiro deles. Num determinado momento, Deus mandou que todos os seres se ajoelhassem perante Adão, mas Lúcifer se recusou, persuadindo assim, os outros Jinis, Deus se enfureceu e assim começou a gerra no céu. Os Judeus tiveram contato com esse conto. Por não acreditarem em Gênios (presos em garrafas que ao serem libertos, realizavam desejos), esses seres foram elevados à categoria de anjos.

Durante a idade média, a história entre Sátiro e o Gênio Lúcifer foram unidas, foi ganhando forma, passou a ser o mal impuro, ganhou chifres maiores, o tridente de Poseidon (deus dos mares), um rabo pontudo a pele vermelha e pronto! ‘Voi là’ Diabo como tal conhecemos...

 



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As lendas do Amor


Já pararam para pensar como o amor é, depois do sexo, o assunto mais debatido pela humanidade desde o início da inteligência humana? Foram criadas até divindades que regem tal poder/sentimento. É nesse contexto que começa meu pensamento. Todos nós sabemos que o amor é CEGO, certo? isso não só por convivermos com essa realidade todos os dias como também pelo fato de tal pensamento está encravado na nossa cultura desde épocas remotas.
Um bom exemplo é o Cupido (Eros para os romanos), deus grego filho de Afrodite (Vênus), que na verdade era míope. com os séculos o amor que antes era apenas míope ficou cego mesmo segundo a cultura ocidental.
Agora... e quanto à culturas mais distantes que não tiveram contato com a cultura grega ou qualquer cultura semelhante? É o caso da crença tupinambá no tupuxuara (espírito ancestral) chamado Rudá (o R é vibrante). Esse tupuxuara era TOTALMENTE CEGO! e da sua morada no alto das nuvens vermelhas do fim da tarde ele lançava o amor indiscriminadamente entre os viventes.
O interessante é que poderia não ser assim, afinal, o deus egípcio Hórus além de ser deus de diversas outras coisas, também era o deus do amor e nem por isso ele era cego, muito pelo contrário. Pelo fato de ser uma entidade antropo-zoomórfica (parte humana e parte animal) ele tinha uma visão de águia (só trocadilho mesmo, porque ele é um falcão).
Outro caso curioso é o Deva (deus indu) Kamadeva (é representado como um jovem bonito e alado que carrega um arco e flechas. Seu arco é feito de cana-de-açúcar, com uma corda feita de mel de abelhas, e suas flechas são decoradas com cinco tipos de flores de diversas fragrâncias. explicação do Wikipedia)
Ele não é cego mas usa arco e flecha... Detalhe que as divindades indus são bem mais antigas que as divindades gregas. Isso nos leva a crer em mera coincidência ou intercâmbio de conhecimentos por conta de invasões helênicas ou até mesmo a expansão ariana no passado?

Com relação ao fato de não me retratar às divindades femininas do amor, é porque essas estão mais relacionadas à beleza e/ou ao matrimônio e não exclusivamente ao amor. mas aí vão elas:

Oxum — Divindade de Umbanda (não me lembro do significado do nome, depois eu coloco)

Afrodite — Divindade grega, conhecida como Vênus entre os romanos. O nome já explica sua origem “nascida da espuma”, é a grande Deusa do Amor e da beleza. Mãe de Eros e Príapo.

Lakshmi — Divindade hindu do ouro, fortuna, prosperidade, beleza e Amor. Consorte de Vishnu. Muito popular na Índia, sendo considerada a mais próxima dos seres humanos. Quer o bem-estar de todos sem se preocupar com suas ações ou seu passado. Surgiu das águas cósmicas da eternidade. Traz riqueza material e espiritual.

Hator — Divindade egípcia, “a casa de Hórus”, Senhora do céu e do horizonte (em dendera). Uma das Divindades que melhor representa o sentido do Amor.

Freyja [frráia— Divindade nórdica, feminina, uma das três esposas de Odin e mãe de Balder. Divindade do Amor e da Beleza. De seu nome deriva o nome da sexta-feira (Freitag, em alemão; Friday, em inglês). 

Blodeuwedd — Divindade celta, no seu aspecto de donzela, jovem, representa o amor, as flores e a primavera.

Branwen¹ — Divindade escocesa do Amor, da sexualidade, da Lua e da noite. Chamada de “Seios Brancos” ou “Vaca Prateada”.

Branwen² — Divindade galesa do amor, conhecida como a divindade do seio branco, seu nome significa “corvo branco”.

Allat — Divindade babilônica da cópula, das uniões, atua no campo do Amor ajudando as pessoas a conceberem a vida e os projetos.

Ishkhara — Deusa babilônica do amor, sacerdotisa de Ishtar.

Kwan Yin — Divindade chinesa do amor faz parte de um culto ancestral muito antigo, que se perde no tempo, também representa a paz, o perdão, a cura e a luz.

Kwannon — Divindade japonesa do amor, do perdão e da paz.

Maile — Divindade havaiana, é aquela que rege a Hula (dança sagrada), a alegria e a sedução. É ainda representada com a murta, trepadeira de flores muito cheirosas.

Erzulie — Divindade haitiana do amor e da sexualidade.

Astarte — Divindade canaanita, seu nome significa “o ventre”, de grande sensualidade, regia o amor, o desejo e a paixão. Usava o vermelho e o branco simbolizando o sangue menstrual e o sêmen.

Xochiquetzal — Divindade asteca, significa “flor preciosa”. Ela é a deusa das flores, do amor, criadora de toda a humanidade e intermediadora dos deuses. Foi mulher do deus Tlaloc, deus da chuva, mas acabou sendo raptada por Tezcatlipoca que a levou aos nove céus. Vivia em Tamoanchan na “Árvore Florida”, um verdadeiro paraíso. Teve vários nomes incluindo Ixquina e Tlaelquani.

Chu-Si Niu — Divindade tailandesa dos partos, recebia oferendas de flores em seus templos.

Sammuramat — Divindade assíria, Senhora do Amor, da fertilidade e sexualidade.


Anahita — Divindade persa do Amor, considerada uma das Divindades governantes do império. Considerada como o poder fertilizador da Lua e das águas. Senhora da concepção, purificava o sêmen e consagrava o ventre e seios da mulher. Aparecia como uma linda mulher vestida de dourado e ornada com peles, diademas e colares de ouro.

Erzulie Freda — Divindade haitiana do Amor, cultuada e oferendada nas cachoeiras.

Partaskeva — Divindade eslava do amor e da sexualidade. Regente da água trazia fertilidade, bênçãos para as uniões matrimoniais e saúde.

Caritas ou Graças — Divindades doadoras do carisma e da graça. Para os romanos, eram aspectos de Vênus, chamadas de Vênia, ou Afrodite para os gregos.  Seus nomes eram Aglaia, a brilhante, Thaleia, a que traz flores, e Euphrosyne, a alegria do coração.


Ainda tem mais coisas que eu poderia falar, mas já está mais que o suficiente. rsrsrs




sábado, 22 de dezembro de 2012

Receita de Sushi Caseiro





Vamos lá, como minha tecnica de sushi deu certo. vamos à receita do sushi genérico que fica com o mesmo gosto:


- Arroz branco normal

- Vinagre de arroz. Mas se preferir usar vinagre branco normal, PODE tem o mesmo gosto. DÁ NO MESMO!
- Açúcar
- Sal
- Kani (carangueijo industrial) Obs: Tem no pão de Açúcar.
- Folhas de alga. Obs: tbm tem nop pão de açúcar
--------------- o kani e a álga são baratinhos----------------
- algum complemento:
Se não encontrar o salmão (Pão de Açúcar ou Atacadão (teresina-PI), você pode usar QUEIJO, MANGA, PEPINO, CENOURA (Tudo que você possa cortar em tiras)

- Uma esteira de madeira (a minha eu cortei de uma cortina que encontrei na Engecopi)




---------------------MODO DE PREPARO---------------------


Lave 1 xícara de arroz (que já rende 30 sushis) até a água não sair mais branca e deixe descansar por 30 minutos (enquanto isso vá olhar seu facebook).

Depois disso ponha esse arroz pra cozinhar só na água mesmo e espera a água secar (comece com fogo alto e à medida que a água for baixando ponha em fofo baixo).
Quando pronto, ponha o arroz numa bacia ou qualquer outra coisa para despejar e esfriar o arroz

em outra panela, misture 1 xícara de vinagre, 1 colher de sopa (essa com que você come todo dia) de açúcar e 1 colher de chá (essas pequenas de papinha pra bebê) de SAL. misture ao fogo baixo.


Leve essa gororoba e misture levemente ao arroz que já deva estar frio pra não lhe queimar.


sobre a esteira de madeira, ponha uma folha de alga

vá colocando uma camada fina de arroz de baixo pra cima deixando o espaço superior
sem arroz
no centro, faça uma fileira com o Kani e o outro ingrediente que está em tira
enrole tudo colocando mais força inicial mente no rumo da parte superior sem arroz, passe um pouco de água nessa para se fixar ao resto do sushi e pronto. aí está um belo um rocambole que você vai cortar com uma faca BEM AFIADA para não 'distrinchar' seu trabalho sofrido.
Essa receita rende 30 sushis e sai bem bais barato que se vc fosse comprar, come que fica triste e ainda deixa na geladeira pra tomar no café.

Agora é só comer com o Molho Shoyu que vc encontra no mercadinho mais próximo e custa R$ 1,70


Obs: ainda vou inventar algo pra complementar o sushi que são aquelas pastinhas sortindas que botam em cima, não tem? Valew!!